Recado

Numa dessas manhãs, em meio ao caos da cidade, e minhas tantas obrigações, me permiti parar por um instante, para um café, em frente a um jardim, acompanhado da, sempre deliciosa, leitura de Mário Quintana…
Entre um poema e outro, que falavam de meninos, de pássaros e de lua, num suspiro (de olhos fechados), sinto o vento gelado e gostoso da manhã me tocando a face, como que a dizer: “veja como a felicidade pode estar nos detalhes, nas coisas simples”…

Em tempos de angústias, e buscas de todos nós, por grandes feitos e conquistas, entendi, e agradeci comovido, o recado dos anjos…

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Da Sinceridade

Acho engraçado essas pessoas com ar superior, que enchem a boca para dizer “eu sou sincero e sempre digo o que penso”, como se isso fosse a maior das virtudes…
(Nem tenho certeza mesmo se chega a ser  uma virtude!)

É claro que lidar com alguém transparente e honesto é muito melhor. O problema da frase anterior é o “sempre”, pois nem sempre estamos interessados ou preparados para o que o outro pensa. E acho mesmo que muitas das opiniões “sinceras” deveriam ficar guardadas com cada um. Ainda mais quando não são solicitadas.

Não acho a sinceridade a maior das virtudes, o que não quer dizer que não a considere fundamental. Acho, apenas, antes dela, o respeito e o cuidado com o outro, muito mais importantes. Até porquê, nossa verdade não necessariamente é a única verdade.

Saber olhar para o outro e entender a sua real necessidade, que pode ser ouvir, ou apenas falar, desabafar, receber um abraço, um afago, ou até mesmo uma palavra amiga, que aplaque a dor momentânea, isso sim, ao meu ver, é uma das maiores (e mais difíceis) virtudes.

Relatividade

Einsten já provou cientificamente aquilo que, intuitivamente, eu já sabia: a verdade é relativa.
Muitos dos maiores conflitos e dilemas da humanidade, sejam eles políticos, sociais, filosóficos, religiosos ou amorosos, vem do fato de cada parte querer impor à outra a sua (legítima, porém não exclusiva) verdade.