Desesperança

Hoje eu sou o poeta da morte
Sem prumo, sem norte, sem rumo,
sem fumo, sem sorte.
A Alma manchada de sangue,
0 corpo rasgado de cortes.
De dia, um rascunho de nada,
de noite, uma sombra no escuro.
Vou aos trancos,
procurando algum barranco.
Aos prantos, me esquivando do futuro
pelos cantos, flancos, becos, muros,
mendigando afeto,
enquanto duro…