O Dançarino

Na sua presença eu dancei à beira do divino.
Conheci os céus e o abismo
Senti do gosto da vida
e da morte
E da ressurreição.

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Fixação

Com que direito o teu semblante
Invade o meu instante
e me faz poeta?
Como o teu universo
toca o meu
e me põe a escrever versos?
De quem roubaste a chave da minha alma?
Como ousas surgir assim
e me roubar a calma
e me tirar o sono,
Como?
E como podes
dominar meu pensamento
que quanto mais eu tento
nenos eu consigo me esquivar…?

À Uma Menina com Nome de Flor

Quantas vezes já te olhei e admirei
como quem admira um jardim e seus encantos
alguns à mostra, bem visíveis
outros,  nem tanto.
E quantos momentos bons já tive
só em te ver passar…

Porque a sua presença torna tudo diferente
como se o mundo ganhasse um brilho novo
uma nova cor
como se enfeitasses, feito uma flor,
os lugares onde estás presente

Nem imaginas o quanto o teu sorriso
feito pétalas de flor se abrindo
torna lindo o Universo…
Tanto,
que a pobreza dos meus versos
não  consegue descrever

Se soubesses quantas vezes me encantei
ao cruzar os meus olhos com os teus
e quantos beijos infindáveis
quantas horas de deleite, imaginei…

E ao te ver assim tão longe
sinto falta do que ainda não tive
( e nem sei se um dia terei )
e invejo aqueles que, por sorte,
desfrutam do riso e dos olhos
da menina que eu sonhei