A Perfeição

Não me conformo com a imbecilidade humana que poda árvores, nas praças,  para que fiquem simétricas e iguais entre si… Não conheço demonstração maior de ignorância e completa estupidez com relação à vida e suas manifestações.

O homem, na sua patética arrogância, se acha capaz de tornar as árvores mais belas, podando-as, tornado-as simétricas, regulares, “perfeitas”, segundo sua idiota concepção de “perfeição”, e o pior: similares entre si. Não sabem então, que o que a beleza de uma árvora é exatamente o fato de ela ser única? Que a sua perfeição reside justamente nisso:  na sua assimetria, na sua diversidade de formas e dimensões e nas suas características exclusivas que a tornam diferentes, uma das outras, e ímpares?

Quando alguém poda uma árvore e a transforma em simetria está justamente roubando dela sua maior riqueza: a de ser de um jeito que só ela, e nenhuma outra mais, é…

O mesmo acontece com algumas pessoas: na ânsia de se encaixar em algum padrão determinado de beleza, ou de comportamento, fazem dos seus corpos, ou das suas vidas,  verdadeiros atestados da ignorância humana. Moldam-se, podam-se, padronizam-se… Buscando encaixar-se em modelos pré-estabelecidos. Não percebem como vão perdendo a graça, ao ficarem cada vez mais parecidas, umas com as outras.

Ficam como essas árvores podadas nas praças…  A gente passa por elas e sente muita pena por terem perdido o encanto e a perfeição da sua beleza única.

Questão de Preferência

Gosto de pessoas raras.
Pessoas que quando cruzam o nosso caminho, independente do tempo que duram, pela intensidade com que passam, transformam a nossa vida.
Gosto de quem tem olhar inquietante, de quem não se conforma.
Gosto de quem questiona, de quem ousa, de quem arrisca.
Gosto de quem é simples, de quem é leve e de riso fácil.
Gosto de quem ama, de quem vibra, de quem sofre, de quem chora.
Gosto de quem vive.
Gosto de poetas, de músicos, atores, pintores, escultores, dançarinos,
Gosto de artistas… Gosto de bêbados e de loucos.
Gosto de quem nao é comum.

O problema de gostar das poessoas raras, é que elas são… RARAS!