Encontro

Ah, o abraço…
É como na dança, o passo
como no presente, o laço
Emaranhar de corpos
e sonhos
a trançar destinos
no espaço

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Feitiço

A chance única que eu tinha
de fugir dos seus encantos
era enquanto não eras minha
e os desejos não eram tantos
O teu beijo era só sonho
E o teu gosto devaneio
Não sabia da tua pele
Nem do toque do teu seio

A brecha única que eu tive
de não cair na sua teia
foi bem antes de eu ouvir
teu chamado de sereia
de sentir teu fogo intenso
e o teu corpo que incendeia
quando ainda não corria
teu veneno em minhas veias

Antes não tivesse tido
O azar de te provar
Nem tivesse confundido
Minha luz no teu olhar
Porque agora estou rendido,
entregue, louco, caído,
cego, tonto e perdido,
e sem querer me encontrar

Encanto

Você passou
Grave e serena
(como convém à uma Deusa!).
Passou…
Com os teus passos leves
E esses teus cabelos
Deixando no ar, não um perfume,
Mas um encanto,
Uma mágica presença.
Enquanto todos se agitam
à sua dura indiferença,
os meus olhos se enternecem
e o meu coração se aquieta.
Como quem recebesse uma hóstia,
ou uma benção…

À Uma Menina com Nome de Flor

Quantas vezes já te olhei e admirei
Como quem admira um jardim e seus encantos
Alguns à mostra, bem visíveis
Outros,  nem tanto
E quantos momentos bons já tive
Só em te ver passar…

Porque a sua presença torna tudo diferente
Como se o mundo ganhasse um brilho novo
Uma nova cor
Como se enfeitasses, feito uma flor,
Os lugares onde estás presente

Nem imaginas o quanto o teu sorriso
Como pétalas de flor se abrindo
Torna lindo o Universo…
Tanto,
Que a pobreza dos meus versos
Não  consegue descrever

Se soubesses quantas vezes me encantei
Ao cruzar os meus olhos com os teus
E quantos beijos infindáveis,
Quantas horas de deleite, imaginei…

E ao te ver assim tão longe
Sinto falta do que ainda não tive
( E nem sei se um dia terei )
E invejo aqueles que, por sorte,
Desfrutam do riso e dos olhos
Da menina que eu sonhei